Por que “Management 3.0”? 

Para explicarmos a evolução dos modelos de gestão organizacionais ao longo do tempo, sob a perspectiva do Management 3.0, é importante apresentarmos aqui o porquê do termo “Management 3.0”.  

De acordo com o holandês Jurgen Apello, criador do modelo de gestão Management 3.0, o número “3.0” transmite uma boa ideia da evolução dos modelos de gestão até este século XXI. No início do século XX tinha-se o Management 1.0, onde os modelos de gestão eram baseados em hierarquias, comando e controle, tendo como referência os modelos militares. Nesta época, os trabalhadores eram apenas executores de tarefas. Por volta de 1980, foram surgindo novos movimentos e ferramentas com o intuito de alavancar os resultados do Management 1.0, como o Total Quality Management (TQM) e o Balanced Scored Card (BSC), por exemplo. A esta fase, tem-se o Management 2.0. Contudo, tais práticas, tidas até mesmo como modismos, não foram suficientes para resolverem problemas como burocracia ou lentidão dentro das organizações. Foram consideradas como uma extensão do modelo anterior. Assim, no final dos anos 90 e início dos anos 2000, surgiu o Management 3.0.  

 O que é o Management 3.0? 

Podemos dizer que o Management 3.0 é um modelo de gestão organizacional que apresentou uma mudança profunda de gestão, tendo como base a complexidade. O foco central do Management 3.0 encontra-se nas pessoas. A elas é conferida maior autonomia e, em consequência, a organização se beneficia da agilidade na tomada de decisões.  

O Management 3.0 se adapta facilmente à realidade atual. Afinal, nós vivemos em um mundo complexo de rápidas e constantes mudanças. Neste mundo, as organizações têm buscado transformar seus métodos robustos e pesados de gestão em métodos ágeis, capazes de lhes proporcionar flexibilidade e maior chance de êxito às manobras demandadas pelo ambiente externo. Neste cenário, os pilotos das manobras são as pessoas, mas não somente os proprietários das empresas, gerentes, chefes, líderes (…), são todas as pessoas da organização.  

Mas como é possível? Diversos atores, e de diferentes níveis, empoderados a tomarem decisões em uma organização? Não existe hierarquia? Quem decide e manda?  

Estas são perguntas comuns em um mundo onde as mudanças eram lentas.  

Estes tempos ficaram para trás. Atualmente, pode-se dizer que é possível realizar-se uma gestão organizacional sem hierarquia e sem a cultura de comando e controle. De forma horizontalizada, muitas empresas estão capacitando suas equipes e passando por grandes transformações de mindset. Claro, que neste aparente caos, não deixa de ser necessário a existência de direcionamentos, objetivos e alinhamentos de restrições, assim como reforçado no Management 3.0.  Em linhas gerais, os times passam a receber metas e objetivos, e não mais o ‘como fazer’. 

Este modelo, vem ganhando cada vez mais espaço porque enfatiza justamente a mudança de mindset, e coloca como sendo o principal papel dos líderes e gestores proporcionar um ambiente adequado para que as pessoas sejam agentes das mudanças, de tal forma que possam atuar com maior agilidade na condução das decisões e na geração de resultados. Assim, as perguntas comuns com o Management 3.0 são: Como empoderar pessoas? Como energizar times? Como alinhar restrições? Como desenvolver competências?  

Que tal buscar cada vez mais respostas para estas perguntas e abandonar os antigos modelos de gestão? Que tal o Management 3.0? 

 

Referências:
http://jurgenappelo.com/about/
http://www.metodoagil.com/management-30/
https://management30.com/product/management30/
Livro de Jurgen Apello: Management 3.0: Leading Agile Developers,Developing Agile Leaders. Addison-Wesley Professional; Edição 1, 2010.

Postado em 27/11/2018

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