Acompanhe nossa série de 4 artigos publicados semanalmente com o tema Squads! É imperdível!  Neste primeiro artigo apresentamos uma reflexão sobre o uso dos termos Squads e Times.

Será que afirmação “Toda Squad é um Time, mas, nem todo Time é uma Squad”, faz sentido?

Primeiramente, é preciso compreender de onde vem o termo Squad e como vem sendo aplicado no ambiente empresarial. O termo Squad, vem do inglês e significa esquadrão, ou seja, faz realmente uma alusão ao conceito militar. Um esquadrão militar é formado por diferentes especialidades como por exemplo: comandante, soldados, atirador de elite, médico, engenheiro. Assim, um esquadrão representa uma versão reduzida de um exército completo, sendo autônomo e capaz de executar missões de forma independente. 

Transpondo esta mesma realidade para as organizações, Squad é um time multidisciplinar, composta por membros de diferentes especialidades, autônoma na definição de prioridades e capaz de desenvolver um projeto do início ao fim. Analogamente aos exércitos, seriam uma versão reduzida de uma empresa. Alguns também atribuem às Squads o conceito de mini-startups, uma vez que estas também possuem como prática, por exemplo, o desenvolvimento de MVPs (Mínimo Produto Viável) com testes constantes  de mercado em ciclos mais curtos.

Mas para quê denominar um Time por Squad? Na verdade, você pode continuar chamando de Time seus Times. Ocorre que o termo Squad popularizou-se a partir do Spotify, uma empresa sueca de streaming de música, que organiza e estrutura seus times nas chamadas Squads.

Desta forma, mais importante que o termo em si, é a compreensão do quê de fato representam as Squads ou Times para uma empresa. O Spotify e muitas outras empresas como a Invillia, por exemplo, possuem objetivos e desafios a serem superados. Um deles é:

Como ser mais ágil e ainda escalável?

Esta pergunta impacta diretamente a estrutura da empresa, em como de fato ela está organizada para atender a seus clientes, seja para o desenvolvimento de produtos ou serviços. 

Assim, ao invés de termos Times organizados por especialidades, com estruturas de apoio segmentadas, hierarquizada e um staff por onde passam todas as decisões da empresa, optamos por nos inspirar em Squads e termos uma estrutura mais horizontalizada, com times mais autônomos para tomada de decisões e um staff que foca no alinhamento dos times com o propósito do negócio, na diminuição de restrições para os times e na replicabilidade sustentável  de times para o crescimento da empresa.

É uma descentralização focada na agilidade e escalabilidade.

Optamos então por buscar a agilidade e escalabilidade através de uma estrutura mais flexível, mais fácil de mudar de acordo com as necessidades externas e de nossos clientes. É como se tivéssemos uma casa inteira formada por legos. Esta casa pode ser adaptada a todo momento, muito mais rapidamente que outra de concreto. Na de concreto, talvez, para mudar algo significativo, teríamos que a destruir por completo. E o mundo, exige mudanças a todo momento não mesmo? Os clientes também demandam por produtos com constantes inovações e adaptabilidade. Desta forma, mostra-se vantajoso uma empresa com estrutura mais flexível…

Agora, voltando a discussão sobre Squads e Times e após saber um pouco mais sobre o termo Squad no ambiente organizacional, podemos dizer que faz sentido nem todo Time ser uma Squad. Um Time por si só, pode conter membros, por exemplo, que executam a mesma tarefa, pode não ter autonomia para definir prioridades, e/ou ainda, fazer parte de uma organização onde a cultura é mais hierárquica. Já uma Squad, assim como apresentado, vem de um histórico onde o Time é multidisciplinar, com autonomia, e opera num ambiente de cultura decisória mais horizontalizada, seguindo-se uma linha do Management 3.0.

Por fim, podemos concluir que faz sentido a afirmação de que toda Squad é um Time, mas nem todo Time é uma Squad.  E você, o que acha desta afirmação? Faz sentido? Comente aqui!

Outra pergunta para você leitor: em sua empresa, os Times poderiam ser chamados de Squads?

Veja no Artigo #2, desta série sobre Squads, um pouco da estrutura de Squads do Spotify. Não poderíamos deixar de falar deles!

Por: Adriana Spinola, Coach de Conteúdo na Invillia e Homero Araújo, Agile Coach na Invillia.

Fontes:

LKBR17: Desmistificando o não modelo Spotify – Henrique Imbertti Jr


Postado em 17/04/2019

Invillia

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